O prato está vazio
Para a chegada do fantasma gordo
Que adora os pastéis de vento
De tia não-nascida, a quem amo
Com toda a indiferença
Que neste instante me dá a palavra amor
.Não totalmente vazio
Há grãos de arroz
Deixa eu contar
Quantos há no teu olhar.
Tentei não ser romântico
Mas na minha frente uma colher abraça um prato
Que tem alguns grãos de arroz e exala um perfume
De coisa não-lavada.

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