A verdade almejada.Como a amada que surgirá e não se cogita.
Gostaria que a verdade fosse este prazer que sinto.
Este prazer que sinto em descansar de tudo.
Este prazer que sinto em estremecer ao sabor de uma porção de chocolate.
Antes, buscava o impossível como esperança.
Antes, buscava nadar num mar tranquilo.
Mas, quando olhei para o barco a vela e na vela desenhada uma cantiga de amigo.
Me pus então a pensar como um trovador.
Gostaria que a verdade fosse mais simples.
De poder dizer o que me vai ao coração como quem escova os dentes e exibe o gesto.
Mas não sei sinceramente não sei.
Encontrei em Álvaro um similar, um amigo tardio.
Álvaro de Campos nos campos do meu poema.
Não concordamos em tudo, só na beira da angústia.
Cansamos juntos até de descansar.
Mostrei-lhe o vaso com a flor em cima e ele não viu nada a não ser meus olhos em delírio.
A verdade procurada por todos.
Só não a procuro porque ela vem a mim.
Mas vem sem pretensão de ser verdade eterna, sem pretensão do sempre, nem do nunca.

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